que seja doce

Trechos extraídos dos livros de Caio Fernando Loureiro de Abreu, nascido em Santiago(12-09-48) e morto em Porto Alegre(25-02-96). Caio foi jornalista, dramaturgo e escritor, além de um ótimo amante e péssimo amor.

[…] a culpa é de todos e não é de ninguém não sei quem foi que fez o mundo assim horrível às vezes quando ainda valia a pena eu ficava horas pensando que podia voltar tudo a ser como antes […]

— A Quem Interessar Possa, Em Inventário do Ir-remediável.

— 2 years ago
"Rótulos como sadomasoquista, pederasta, esquizofrênico, paranóico, comunista, ateu, hippie, narcisista, psicodélico, maconheiro, anarquista, catatônico, traficante de brancas (ou brancos?) foram-lhe impostos sucessivamente pelos psicanalistas."
— 2 years ago
"Como antigos vasos de porcelana, tapetes persas, preciosidades às quais apenas se ama, na tranqüilidade de nada exigir em troca."
— 2 years ago
"Porque ver é permitido, mas sentir já é perigoso."
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[…] vezenquando faziam-no sorrir gratificado, pensando que, enfim, nem tudo estava perdido, ora. Mas estava. Embora ele não soubesse. Ou quem sabe estava tudo achado e não perdido, de tal maneira estão bem e mal interligados? O fato é que ele não sabia. Não sabendo, não podia lutar. Não podendo lutar, não podia vencer. Não podendo vencer, estava derrotado. Um derrotado em potencial, pois ele viu pela primeira vez.

— Os Cavalos Brancos de Napoleão, Inventário do Irremediável.

— 2 years ago